Irmãos Karamazov - Dostoievsky



On grande inquisitor


 "Mas então, que se tornará o homem, sem Deus e sem a imortalidade? Tudo é permitido, por consequência tudo é lícito"

Vede aquele velho debochado, aquele pai de familia que acabou tão tristemente. De raça nobre, tendo na vida como mesquinho parasita, um casamento imprevisto proporciona-lhe um pequeno capital; a princípio vulgar, velhaco e palhaço obsequioso, é antes de tudo um ururário. Com o tempo, à medida que se enriquece vai tomando asas. A humildade, a bajulação deseparecem, resta apenas um cínico mau e zombador, um debochado. Nenhum censo moral, uma sede de viver inestinguivel...Na qualidade de pai,    não reconhece nenhuma obrigação moral, zomba dela, deixa seus filhos ainda pequenos nas mãoes dos criados e regojiza-se quando os levam... Vejamos os filhos desse homem. O mais velho destes é um desses rapazes modernos, brlhante pela sua instruçãoe pela sua inteligência, que não crê em nada entanto e já renegou muitas coisas, como seu pai.. antigo criado e talvez filho natural de Fiodor Pavlovitch, Smierdiakov. Ivan o amendrotava com seu niilismo moral: tudo, segundo ele, é permitido, e nada doravante deve ser proibido. O mais moço, ainda adoloscente é piedoso e modesto; ao inverso da doutrina sombria e dissolvente de seu irmão. Ligou-s ao mosteiro, esteve mesmo quase a ponto de tomar o hábito.


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