A Montanha Mágica - Thomas Mann
A história tem como personagem principal Hans Casorp, um jovem engenheiro naval, órfão desde criança que foi criado inicialmente por seu avô e depois de sua morte, pelo tio. Antes de começar a trabalhar, viaja só para um sanatório em Davos na Suiça com objetivo de ficar 3 semanas e encontrar seu primo Joaquim.
Tem um boa condição financeira e como seu tio já trabalha na área naval, ele resolve estudar engenharia naval para trabalhar na empresa do tio.
Já em Davos, Hans é guiado por seu primo e passa a conhecer as pessoas internadas bem como a rotina do sanatório
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O livro relata o amadurecimento de Hans enquanto no sanatório pois tem contato ativo com mestres (Settembrini e Naphta) que vão guiando Hans em vários conhecimentos. Além disso vai tendo contato com os internos do sanatório e lidando com a dificuldade, personalidade, doença e morte deles. Ele se porta como um pupilo, querendo conhecer o mundo e a humildade para ouvir refutações quando ele começa a pensar por si proprio.
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Tentativa de conversação em francês: Alguns dias no sanatório, ainda sem se aclimatar com a montanha, Hans Casorp percebia a rotina precisa das refeições, da hora de dormir e das atividades. Presenciou o primeiro moribundus (último momento de vida de alguém)
Durante esses primeiros dias, e mesmo muito tempo depois, Hans Casorp não chegou a travar conhecimento com outras pessoas. O programa do dia, no seu conjunto, não favorecia isso. Ademais Hans Casorp era reservado por natureza e sentia-se ali em cima - no sanatório na montanha - no papel de um visitante e espectador desinteressado.
Politicamente suspeita: Alguns domingos uma orquestra tocava no terraço do sanatório mobilizando os pacientes que iam assistir usando a melhor roupa. Settembrini tinha uma tendencia de explicar todos seus gostos, no caso de não gostar da música, de forma filosófica.
Hippie: Cansado de ficar na horizontal, Hans sai sozinho para caminhar na montanha. Em determinado momento faz um descanso e se lembra da época de escola. Tinha um colega chamado Hippie com quem tinha afeição platonica pois ele estava uma série a frente. Foram 2 anos até que Hippie mudou de escola.
Análise: Hans chega no auditório para assistir uma paletra do médico Krokov. Falava sobre um conflito da castidade com o amor. Dizia que a castidade havia vencido e que o amr ficava escondido nas pessoas. Quando se manifestava era metamorfoseado de doença.
Hans já começa a demonstrar que está gostando da Srta Chauchat
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Assalto rechaçado: Depois que seu primo Joaquim deixa o sanatório, Hans recebe seu tio James Tienappel, que tem o interesse em convencê-lo a voltar. Ele conhece o lugar e sonda Hans sobre seu retorno. Mesmo tendo uma aprovação do conselheiro Behrens Hans finalmente resolve ficar no sanatótio até su
Operationes Espirituales: Fala sobre a origem de Leo Naphta, jesuita e socialista, que nasceu perto da Galicia, filho de schochet e açogueiro ritual judeu que sacrificava animais. Por causa disso foi-lhe atribuido a morte de duas crianças cristãs em um ritual e a população o trucidou, crucificou e incendiaram sua casa. Fazendo sua mãe com filhos mudar para a Alemanha. Leo tinha bom discernimento, inteligência, ambição.
Um professor e rabino vendo isso resolveu toma-lo por dscipulo onde ensinou liguas, mas com o tempo as divergencias religiosas e filosoficas e sua retorica afiada ternaram esse relacionamento inviável. Conheceu um professor do instituto jesuitico Stella Matutina que abacou cedendo uma bolsa de estudos. Ele tinha muita sede de conhecimento e acabou estudando teologia e foi mandado para Holanda. Lá sua saúde deteriorou, tendo febres constantes e foi assim que ele foi mandado para Davos.
Naphta rechaça a visão terrena de Setembini e fala do caso de filhas de reis na idade média que se expunham a doenças cuidando de doentes e até tomando a água do banho deles. Settembrini rebate que isto é exagerado - citando o exemplo de Hans que via como digno a pessoa ter uma doença - pois o enfermo se adequa a sua condições e que o sadio não leva isso em conta.
Outra discução entre os dois era o emprego ou não de se bater nas crianças para pedagogia onde Settembrini era contra enquanto Naphta era a favor por entender que o corpo e a alma eram separados que a verdadeira dignidade se baseava no espirito e não na carne.
Settembrini nega a oposição entre Deus e a natureza enquanto Naphta a reconhece. A oposição se refere a hierarquia entre Deus e a natureza. Em um lado há os teistas que veem Deus como criador da natureza enquanto os naturalistas entendem que Deus seria a própria natureza.
Neve: Com o inverno nas montanha, Hans decide comprar um par de esquis e apesar de são ser recomendado pelo sanatório pelo esforço físico despendido ele vai esquiar. Conta a Settembrini que o apoia e fica esperando pelo seu retorno. Conforme Hans vai subindo a montanha, ele é surpreendido por uma nevasca, mas mesmo assim continua subindo alternado o caminho para evitar o vento contra.
Com isso ele se vê perdido e reflete: "É a modificação que se produz no modo de sentir de um homem que foi surpreendido por uma tempestade de neve nas montanhas e que não encontrava mais o caminho de casa". Tinha a percepção de ficar perambulando pelas montanhas por muitas horas mas ficou pouco mais de 2h até chegar em um galpão. Dormiu e teve um sonho a principio tranquilo pnde andava entre aas pessoas de uma vila mas em certo momento teve a visão de uma cerimonia onde bruxos acabavam comendo bebes. Acordou determinado e conseguiu retornar ao sanatório.
Como um soldado, como um valente: Joaquim entrou para o serviço militar e tornou-se tenente. Estava feliz com a disciplina e hierarquia mas teve que se afastar por alguns dias por causa da febre. Depois a febre piorou e o médico indicou uma licença de algumas semanas nas montanhas. Hans fivou mais feliz que triste pela volta do primo. Feliz por ele voltar mas triste por sua carreira militar.
Há um novo debate entre Naphta e Settembrini, sempre na visão conservadore e relcionado a igreja de Naphta e da visão naturalista e progressista de Settembrini que disse que os maiores legados ocidental foram a criação da prensa e a reforma protestante. Settembrini era maçom e participava da rosa cruz.
A febre de Joaquim permanece e tem crises de tosse por se engasgar. Aprendeu a controlar sua mastigação para isso não acontecer. A partir de um momento Joaquim passou a ficar quieto e Hans descobriu que Bahrens não deu chances de cura. Joaquim acaba morrendo.
Passeio pela praia: é o tempo que Hans tem para refletir a morte de seu primo filosofando sobre o tempo e sua relação com os acontecimentos.
Mynheer PeeperKorn: holandes rico que já esteve hospedado no sanatório chaga a Berghof com Clawdia. Aparentemente tem a febre dos topicos. Hans descobre que ele e Clawdia tem algum tipo de relacionamento nao muito claro. Has está com ciumes e não se atrve a conversar com Clawdia. Ele também aparente ignorá-lo.
Em um dado momento conversa com Clawdia. Falam da morte de Joaquim e que ele ainda permanece no sanatório por causa dela. Clawdia fica sem jeito, desconversa. Depois pede para Hans chamar os pacientes para jogarem 21 e várias pessoas aceitam e passam a jogar.
Peeperkorn como um anfitrião manda trazer comida e bebida para os participantes. Enquanto jogavam os dois discutiram (Peeperkorn já bêbado) sobre vícios, dádivas clássicas da vida. Oclima esquentou pois Hans falou que o vicio (dadivas requintadas) se baseia na tacanheza. Como Peeperkorn é um bon-vivant se sentiu ofendido e ficou visivelmente alterado. Não houve discução pois os outros interviram.
Peeperkorn vem a falecer alguns meses depois vitima de sua febre tropical que o fez ser admitido no sanatório mas isso é detalhado posteriormente.
Depois da jogatina Hans vai visitar Peeperkorn (que estava alguns dias acamado por causa da febre) e conversam sobre botânica e os usos que as pessoas faziam delas, algumas usadas para tratar males e outras como veneno para caçar, além da tentativa de sintetização delas. Hans gostava da conversar e fazia frequentes visitas a ele.
Hans tinha a caracteristica de um bom aprendiz pois tinha uma curiosidade autentica e um carisma para manter mestres a sua volta.
Clawdia percebia a hostilidade que Settembrini tinha com ela, que nao via com Naphta ou Peeperkorn e sabia que ela era um "elemento que perturba e distrai" a relação mestre - pupilo.

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